MUTANTES (Polydor, 1969)
Produção: Manoel Barenbein
Depois da estreia em 1968, o Mutantes, agora sem o artigo Os, lança, em 1969, o primeiro álbum dentro da verdadeira estética mutantropicalista. O álbum de 69 é o mais experimental do grupo. Não há nenhum limite. Tudo – literalmente – tudo é possível. Tudo é funcional em sua estranheza. Da capa – com o trio simulando Dom Quixote – Sancho Pancha e Dulcinéia noiva – a audácia das audácias: gravar um jingle, da Shell, em um disco (Algo Mais); para o universo pop, o grupo constrói seus dois maiores hits (Fuga nº 2 e Caminhante Noturno); regrava Celly Campello (Banho de Lua); incorpora recursos paranomásicos da poesia concreta, com o auxílio do “pai” César Dias Baptista, em Dom Quixote; dialoga magistralmente com a tropicália enviesada de Tom Zé, em 2001 e Qualquer Bobagem; grava iê-iê-iê (Não vá se perder por aí) e psicodelia (Dia 36, parceria como o hippie performático Johnny Dandurand) e por fim, faz, talvez a primeira, meta-canção da MPB, isto é, uma canção falando sobre a própria cantora (Rita Lee). O álbum de 69 traz – ainda de que forma implícita – a participação dos outros dois mutantes: o baterista Dinho (Ronaldo Leme) e o contrabaixista (que no disco tocou viola) Liminha. (Marcelo Dolabela – bhz out/nov 1999).
1-Dom Quixote
2-Não Vá Se Perder Por Aí
3-Dia 36
4-2.001
5-Algo Mais
6-Fuga Nº II Dos Mutantes
7-Banho de Lua
8-Ritta Lee
9-Mágica
10-Qualquer Bobagem
11-Caminhante Noturno